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 FLIPORTO – Festa Literária Internacional de Pernambuco
Feira Literária Internacional de Pernambuco, já esta em sua 6a edição. Iniciou em Porto de Galinhas mas em 2010 acontece na cidade histórica de Olinda. Evento que reúne Congresso Literário, Fliporto Criança, Cine Fliporto, Fliporto Digital, Café Fliporto, oficinas, encontros com autores, premiações, lançamentos de livros e exposições.

Esta ação pertence
ao eixo 1. Cadastre a sua!
 III Fórum do PNLL e III Semiário Internacional de Bibliotecas Públicas e Comunitárias
 Programação Paralela do III Fórum do PNLL
 Mais Livro, Mais Leitura
www.cultura.gov.br/site/2010/08/06/mais-livro-mais-leitura-2/
Cartografia Literária
Eixo 2: Fomento à Leitura e à Formação de Mediadores
Instituição Serviço Social do Comércio - SESC
Responsável Francis Marcio Alves Manzoni
Cargo Animador Cultural do SESC/Consolação
E-mail francis@consolacao.sescsp.org.br
Telefone (11) 3234-3000
FAX (11) 3234-3093
Endereço Rua Dr. Vila Nova, 245 - Vila Buarque
Cidade/UF São Paulo/São Paulo
CEP 01222-020
Sítio www.sescsp.org.br
Descrição Sumária A Cartografia Literária reconhece as experiências de grupos literários em atividade na cidade de São Paulo, através de encontros e entrevistas que fomentam a convergência de idéias e processos de produção poética e literária.
Data Início 03/05/2007
Data Término
Local Região Sudeste
Abrangência Municipal
Descrição do Projeto Mapeamento das experiências literárias em atividade na cidade de São Paulo, especialmente das manifestações espontâneas, não condicionadas pelo poder público, nem presas a estruturas meramente lucrativas. Buscamos a fluidez da literatura pelos espaços e formações sociais mais heterogêneos, as re-apropriações de textos, as criações, a produção marginal, o anonimato e as experimentações literárias de grupos consolidados. Com esse propósito, a literatura como experiência social compreende um dos eixos do projeto investigando as riquíssimas experiências em suas fronteiras aos aspectos de nacionalidade, condições sociais, situação geográfica, códigos culturais, formação intelectual, envolvimento artístico, entre outras demarcações, que funcionam apenas como referências para as reflexões e eventos a que se propõe este projeto. Tratamos de experiências, ações e intervenções construídas e compartilhadas por pessoas em relação direta com a literatura. Desta maneira, serão realizados encontros e entrevistas com representantes dos grupos pesquisados pela Equipe do SESC Consolação, com presença de um mediador. Além disso, os grupos podem realizar algum tipo de apresentação para mostrar seu trabalho, como sarau, apresentação musical ou oficinas.
Justificativa Este projeto surge a partir do interesse na realização de encontros permanentes pela área de Literatura, do SESC Consolação. A observação recente do Espaço de Leitura, em funcionamento na unidade há oito anos, tem revelado uma demanda freqüente por revistas, periódicos e jornais; ao mesmo tempo, podemos verificar uma afluência diária de leitores para a instituição. Outro fator considerável é a existência de público leitor no circuito central de São Paulo, já que essas áreas se caracterizam pela presença de inúmeras universidades, colégios, grupos de estudantes, artistas, escritores e demais profissionais ligados à cultura e às artes. Essa constatação serve apenas para demonstrar a viabilidade de ações dedicadas à literatura na região central, já que uma das propostas fundamentais deste projeto é pensar a cidade de São Paulo em toda a sua abrangência geográfica e nas especificidades de grupos culturais (entendendo-se cultura como modo de vida). A construção deste projeto aconteceu por meio do contato com algumas experiências literárias em evidência na cidade de São Paulo. O SARAU DA COOPERIFA, realizado há seis anos em um bar, no Jardim São Luís, com características e conteúdos predominantemente populares, deu-nos a primeira inspiração para esta proposta. A autonomia deste outro projeto, seu caráter comunitário e a qualidade dos poemas criados pelos moradores do bairro configuram uma experimentação literária de grande valor. Neste caso, as produções e transformações movidas por meio da poesia, transpuseram limites geográficos e provocaram a atenção de outras comunidades, da classe média, imprensa e elites de outras regiões, viabilizando publicações e apresentações de saraus da periferia em espaços culturais privilegiados. Apesar do assédio intenso que vem passando, a COOPERIFA mantém os pés no chão do Bar do Zé Batidão e finca raízes cada vez mais sólidas no território cultural do Jardim São Luís. Em outra esfera, as reuniões semanais feitas pelos vendedores (muitos em situação de rua) que participam do conselho editorial da REVISTA OCAS também configuram experimentações literárias, na medida em que esse grupo é responsável pela produção de textos para a revista, compartilham leituras e mantêm intenso contato com pessoas de outras esferas culturais para a venda da publicação. Em conversa com Guilherme Araújo, presidente da revista, foram levantadas algumas experimentações que fazem parte do cotidiano dos vendedores do periódico, como oficinas de psicodrama e teatro, onde os participantes tomam contato com dramaturgia e literatura. Revistas eletrônicas, blogs, sarau da Faculdade de Direito do largo São Francisco, biblioteca no Capão Redondo organizada por Ferréz, escritores do coletivo D?collage, Sarau do Binho, grupos de estudantes do Embu das Artes, coletivos de artes cênicas focados em textos literários como os grupos As Graças, Os Sátyros e a Cia. do Feijão, coletivos universitários e inúmeros outros agrupamentos vinculados à literatura apontam para a diversidade experimentações literárias possíveis e ativas na cidade de São Paulo. Muitos desses ajuntamentos emergem, funcionam e transformam comunidades, interferem nos espaços e nas relações comunitárias, produzem bons textos, sem que se possa conhecê-los, se encerram no esquecimento e na memória de seus integrantes. O lugar em que ocorrem estas manifestações é importante, na medida em que consideramos os grupos e códigos sócio-culturais como componentes intrínsecos a quaisquer experiências literárias. Muitos desses ajuntamentos emergem, funcionam e transformam comunidades, interferem nos espaços e nas relações comunitárias, produzem bons textos, sem que se possa conhecê-los, se encerram no esquecimento e na memória de seus integrantes. Além do interesse histórico, buscamos conhecer, reconhecer, mostrar, valorizar e compartilhar, com um público mais amplo, as múltiplas experiências e processos que permeiam cada grupo ou comunidade interessada em literatura. Espaço privilegiado para o trabalho com Literatura por sua localização, a Unidade Consolação torna-se ponto de encontro para múltiplas experiências ativas em toda a cidade. Nessa perspectiva, o projeto abre espaço para a convergência de idéias, processos de produção poética e literária, experiências e transformações desenvolvidas em espaços alternativos.
Objetivos Pesquisar, conhecer e trazer à cena algumas experiências literárias levadas a cabo por grupos diversos da cidade de São Paulo; levar ao público participante formas alternativas de contato e experimentação com a leitura e a produção literária, apresentando grupos alternativos e promovendo bate-papos sobre processos e experiências com a literatura; viabilizar a troca de conhecimentos entre intelectuais (pesquisadores, artistas e escritores envolvidos com literatura), grupos de escritores, leitores e comunidades; viabilizar a experimentação de vivências em literatura a partir de práticas e conteúdos culturais desenvolvidos em múltiplos espaços da cidade de São Paulo; promover reflexões sobre os usos, experimentações e criações na área de literatura, para além dos espaços tradicionais amplamente reconhecidos; estimular a leitura e a criação literária para além do campo profissional e do ?stablishment? editorial; realizar um ?mapeamento? parcial das experimentações e dos agrupamentos vinculados à literatura na cidade de São Paulo.
Estratégias O local escolhido para a realização do encontros foi o Hall da Unidade Consolação, que tem como característica sua vocação para a descontração, a informalidade, o conforto básico, a possibilidade de movimento e o contato desobrigado no contato com a programação que ali se apresenta, viabilizando a integração de pessoas aos eventos. (1) BATE PAPO. Realização de encontros bimestrais, já que é necessária a realização de pesquisas, aproximação, reuniões e planejamento adequado para cada edição do projeto. Serão realizados três encontros por edição com diferentes grupos de convidados (aproximadamente 5 pessoas) à disposição do público e de um mediador para questões relacionadas às suas experiências com literatura. A escolha do mediador está necessariamente vinculada ao perfil do grupo convidado, considerando-se a mediação fundamental para promover a informalidade e o bem estar dos grupos convidados, desse modo encorajando a participação do público. Com duração aproximada de 1h30, este evento é incrementado por meio de intervenções que convencionamos chamar Abre Aspas. (1.a) ABRE ASPAS é um microfone com pedestal, em um local de fácil acesso no próprio Hall. Uma campainha soará durante o encontro (tempo a definir), abrindo espaço para que pessoas do público possam realizar uma intervenção, na forma de leitura poética ou qualquer outra manifestação literária. O tempo será sempre de 1 minuto, encerrado novamente pela campainha, de modo que falas inapropriadas ou mesmo a ausência de participantes não chegarão a prejudicar o andamento do bate papo. A idéia deste veículo é esquentar o bate papo, retirá-lo do formato convencional, inserindo idéias, poemas e demais criações, meio a um processo não-linear. Desse modo, cada intervenção ?perturba? de forma criativa as discussões em andamento, sugerindo outros caminhos e temas para a reflexão. (2) VIVÊNCIA. Na seqüência do bate papo, é fundamental a realização de vivências: apresentações musicais, cenas teatrais ou pequenas apresentações de dança, saraus, cantorias, leituras e práticas diversas que devem expressar a experiência mais concreta do grupo convidado. Na impossibilidade de formatar algum tipo de vivência com participação direta do autor, a equipe de programação pode cuidar da escolha de atividades relacionadas às experiências em questão.
Público Alvo Leitores de diferentes níveis da cidade de São Paulo e grande São Paulo, sem distinções qualitativas em relação aos textos, nem barreiras sócio-econômicas; coletivos literários e ajuntamentos de pessoas envolvidas em projetos de estímulo à leitura, saraus, formação de bibliotecas em comunidades, criação e divulgação de textos, rodas de leitura e inúmeros outros grupos envolvidos com a literatura.
Beneficiados 100 pessoas por encontro realizado
Realizadores Serviço Social do Comércio - SESC/Consolação
Patrocinadores
Parceiros
Resultados 2007 Presença de 12 coletivos de literatura.
Recursos 2007 R$ 22.000,00
Resultados 2008 Continuidade do mapeamento, com mais 6 coletivos.
Recursos 2008 R$ 30.000,00
Resultados 2009
Recursos 2009
Origem dos Recursos Orçamento Próprio


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