Concurso Histórico-Literário Caminhos do Mercosul 2006
Concurso de fomento a investigação histórica (monografias, ensaios e textos literários), destinado a jovens cursando o Ensino Médio nos países do Mercosul, com intuito de levá-los a conhecer suas raízes e fronteiras culturais, oferecendo aos vencedores uma viagem ao Paraguai.
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Manancial de Leitores
Eixo 2: Fomento à Leitura e à Formação de Mediadores |
| Instituição |
ONG Vento em Popa |
| Responsável |
Frederico Plass Rizzo |
| Cargo |
Diretor |
| E-mail |
frederico@ventoempopa.org.br |
| Telefone |
(11) 3083.0214 |
| FAX |
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| Endereço |
Rua 9 de Setembro, 88 - Jardim Gaivotas |
| Cidade/UF |
São Paulo/São Paulo |
| CEP |
04849-000 |
| Sítio |
www.ventoempopa.org.br |
| Descrição Sumária |
Projeto de incentivo e formação de leitores, na península do Cocaia – distrito do Grajaú, Santo Amaro SP, com a implantação de bibliotecas comunitárias e envolvendo jovens mediadores de leitura. |
| Data Início |
01/03/2003 |
| Data Término |
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| Local |
Região Sudeste |
| Abrangência |
Municipal |
| Descrição do Projeto |
O Manancial de Leitores é um projeto de incentivo e formação de leitores, com a implantação de bibliotecas comunitárias na península do Cocaia - distrito do Grajaú, Santo Amaro SP. Envolvendo jovens mediadores, com idade entre 12 e 20 anos, o Manancial possui 21 Agentes Culturais Comunitários (ACC’s) que atuam na biblioteca da sede da ONG Vento em Popa, responsáveis por cadastrar os usuários, controlar os empréstimos, tombar os livros, organizar mediações (também em escolas e creches) e eventos de incentivo a leitura. O jovens cumprem uma carga horária de 3h/dia e, a partir de uma avaliação, recebem bolsa auxílio de R$ 100,00, bancada pela FyA.
Os encontros de mediação de leitura são realizados duas vezes por semana, tendo em média 15 participantes: são crianças e jovens aprendem a ler clássicos da literatura como Saramago e Guimarães Rosa. Além de livros infantis, é também utilizado como instrumento de mediação o Jornal Comunitário Resoluto, produzido pelos próprios adolescentes da comunidade.
Recentemente a voluntária Camila Alvarez começou a mediar também nos finais de semana para os alunos da ONG e pessoas da comunidade em geral. |
| Justificativa |
Originalmente denominado Maluco por Livro, desde janeiro de 2007, o projeto passou a se chamar Manancial de Leitores, nome que melhor se identifica com o local onde é realizado: na península do Cocaia, situada no distrito do Grajaú, às margens da represa Billings, a maior da cidade de São Paulo. Inspirado no projeto Mala do Livro, fora adaptada a idéia para a realidade local e sua implantação iniciada em março de 2003, no bairro do Gaivotas.
A realidade sócio-econômica da região escancarava a necessidade de um trabalho educacional de base: localizado no extremo sul da capital paulista, em uma área muito pobre com baixo IDH e Índice de Vulnerabilidade Juvenil 5 (o pior), o bairro do Gaivotas apresentava os seguintes indicadores sociais: 63,9% da população local possuindo renda média familiar de R$ 424,00 (Brasil: 31%); 26,5% com renda média familiar de R$ 207,00 (Brasil: 4%); 7,2% com renda média familiar de R$ 927,00 (Brasil: 36%); e 3,3% das famílias não tendo nenhum membro trabalhando. Além disso, os dados do IBGE sobre o distrito do Grajaú comprovavam a escala do problema: 28,6% dos responsáveis pelos domicílios encontravam-se classificados como “sem instrução até 3 anos de estudo” e apenas 1,2% “com mais de 15 anos de estudo”. A média do município de São Paulo era, respectivamente, de 17,8% e 14,1%. Em relação ao analfabetismo na população com mais de 15 anos, o índice atingia 5,4% da população e o número de analfabetos funcionais entre 15 e 24 anos correspondia a 8,2%. Já no município de São Paulo, a taxa é de analfabetos é de 3,4% e de analfabetos funcionais 5,9%.
A primeira biblioteca começou a funcionar no dia 19 de maio de 2003, na casa da voluntária Jaciara, com um acervo de 150 livros. A partir daí, foi instalada na casa de mais outra voluntária uma biblioteca fixa e uma biblioteca móvel passou a funcionar uma vez por semana em uma Associação de Bairro atendendo 110 leitores. Ao todo, os leitores envolvidos em 2003 foram aproximadamente 260. Durante esse ano, foram também realizados oito eventos de incentivo à leitura na comunidade e um curso de Capacitação de Mediadores de Leitura, promovido pelo projeto Mudando a História, formando 10 mediadores. Além disso, buscou-se a integração entre o então-programa Maluco por Livro e as escolas do bairro, o Posto de Saúde e as Associações de Bairro. Através dessa aproximação, foi estabelecida parceria com os programas Parceiros do Futuro e Família na Escola. Como resultado, iniciou-se a abertura da biblioteca escolar nos finais de semana e houve a implementação de uma gibiteca em uma das escolas do bairro.
Em 2004, continuaram as ações das mini-bibliotecas nas residências das voluntárias. Na sede da organização Vento em Popa, uma nova biblioteca fixa foi constituída, com eventos de leitura também periódicos. As bibliotecas fixas contavam com 500 livros no acervo, entre infantil, juvenil, literatura brasileira, literatura estrangeira e referência. A população do Jardim Gaivotas tinha acesso a esses lugares em determinados horários e dias, e o controle dos empréstimos feito por voluntários.
Em 2006, o projeto foi reformulado e ampliado. Passou a integrar outro projeto da ONG, o jornal comunitário Resoluto, com isso, ganhou novos aliados na promoção da leitura. Em cada bairro onde circula o jornal, foram estabelecidas parcerias com Associações de Bairro e, nelas, instaladas bibliotecas com o apoio da Fundação Fé e Alegria. Assim, com uma melhor distribuição das bibliotecas pela região do Cocaia e com uma ligação mais direta com o Jornal Resoluto, espera-se potencializar a causa da leitura entre os moradores locais. |
| Objetivos |
OBJETIVO GERAL: ampliar e popularizar o acesso à cultura, desenvolvendo o senso crítico da comunidade e fortalecendo sua capacidade de reflexão, ação e auto-gestão do conhecimento. OBJETIVOS ESPECÍFICOS: 1) realizar atividades de mediação de leitura; 2) implementar bibliotecas comunitárias na Península do Cocaia; 3) promover redes de relacionamento e discussão, bem como o surgimento de multiplicadores culturais na população (agentes de leitura). |
| Estratégias |
A estratégia inicial do projeto era a constituição de mini-bibliotecas móveis confeccionadas em madeira, em formas de malas-estantes, instaladas em residências de Agentes Comunitários de Leitura e Associações de Bairro. Os agentes de leitura, personagens-chave nessa história, eram voluntários que ofereciam sua residência para instalação do acervo da biblioteca domiciliar e realizavam o empréstimo de livros à vizinhança. Esses agentes recebiam uma capacitação para realizarem o controle dos empréstimos dos livros, além de estarem preparados para atividades de estimulo e mediação de leitura. Hoje, concentramo-nos em (1) divulgar projeto nas escolas para atrair mediadores; (2) iniciar e formar turmas de mediadores; (3) dividir equipes entre as bibliotecas da região; (4) divulgar projeto através de parceiros locais e Postos de Saúde; (5) fazer avaliação e acompanhamento aos sábados; (6) entregar certificados em evento comemorativo. |
| Público Alvo |
Crianças e adolescentes (até 20 anos). |
| Beneficiados |
800 |
| Realizadores |
Vento em Popa e Associações de Bairro da região do Cocaia, no Distrito do Grajaú. |
| Patrocinadores |
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| Parceiros |
Fundação Fé e Alegria (Projeto Mudando a História) e Biblioteca Infanto-Juvenil Monteiro Lobato. |
| Resultados 2007 |
Parceria com a Fundação Fé e Alegria do Brasil (FyA), que oferece formação aos jovens de 13 a 21 anos para que se tornem Agentes Culturais Comunitários (ACC’s), e assim comecem a gerir as bibliotecas da região. |
| Recursos 2007 |
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| Resultados 2008 |
Até agosto de 2008, 7 bibliotecas implantadas na península do Cocaia. |
| Recursos 2008 |
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| Resultados 2009 |
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| Recursos 2009 |
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| Origem dos Recursos |
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