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PNLL: Novas
metas e objetivos
O Plano Nacional do Livro e
Leitura foi revisado e ampliado pelo MinC, MEC, Conselho
Diretivo e apresentado à Câmara Setorial do Livro e
Leitura em 19 de dezembro. Mantendo o mesmo espírito do
texto apresentado em março de 2006, traçou-se metas e objetivos para o próximo quadriênio e
apresenta as diretrizes para a Política Nacional do Livro e Leitura.
O texto, disponível na íntegra no site do PNLL, é resultado de um
amplo debate realizado nos últimos três anos na forma de
conferências, palestras, oficinas, seminários e mesas-redondas.
Participaram representantes do governo e da sociedade,
principalmente com as instituições ligadas ao universo do livro e da
leitura. Para o secretário executivo do PNLL, José Castilho Marques
Neto, "trata-se de um documento que reflete o alto grau de consenso
conquistado pelo Estado e pela sociedade no setor do livro e
leitura. Hoje o setor tem um documento conceitual e programático
consensado. A hora é de realizar o que foi longamente debatido".
Veja, a seguir, os principais aspectos do
Plano. |
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Princípios
norteadores
O Plano Nacional do Livro e Leitura
parte de alguns pressupostos básicos que orientaram o debate sobre a
política pública voltada à leitura e ao livro no Brasil. Entre eles,
vale destacar o forte papel simbólico desempenhaado pelo livro no
imaginário nacional, a necessidade de “famílias leitoras” que
compartilhem práticas de leitura e a existência de escolas que
saibam formar leitores e contem com mediadores (professores,
bibliotecários) bem formados. Também se deve garantir o acesso ao
livro, disponibilizando-se um número suficiente de bibliotecas e
livrarias, procurando-se ajustar cada vez mais uma política de
preços compatível com o poder de compra de amplos contingentes
potenciais de leitores. |
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Leitura como
Política de Estado
O objetivo central é tornar realidade a Política
de Estado que entende a leitura e o livro como ferramentas
indispensáveis para o ser humano desenvolver plenamente suas
capacidades, individual e coletivamente. Com o PNLL, a intenção é
garantir alguma organicidade a projetos e ações desenvolvidos no
âmbito de ministérios – em particular o da Cultura e o da Educação
–, governos estaduais e municipais, empresas públicas e privadas,
organizações da sociedade e de voluntários em
geral. |
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PNLL a curto e
longo prazos
Quatro eixos principais continuam a
orientar a organização do Plano: democratização do acesso; fomento à
leitura e à formação de mediadores; valorização do livro e
comunicação; e apoio à economia do livro. Entre os diversos
objetivos, estão a formação continuada de leitores, a implantação de
biblioteca em todos os municípios do país, o estímulo à criação de
planos estaduais e municipais de leitura, a expansão permanente do
número de salas de leitura e ambientes diversificados voltados à
leitura, leitura em todos os seus suportes materiais, estímulo à
formação permanente de pessoas capacitadas para serem mediadores de
leitura, fomentando o gosto pela leitura, o aumento do número de
autores brasileiros traduzidos no exterior e o apoio à utilização de
copyrigths não-restritivos (copyleft e
creative commons), equilibrando direito de autor com
direitos de acesso à palavra escrita. |
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Democratização
do acesso
O Eixo 1 do PNLL
(Democratização do acesso) agrega os projetos de implantação de
bibliotecas e fortalecimento da rede atual, assim como da criação de
novos espaços de leitura. Também fazem parte das ações deste eixo a
distribuição gratuita de livros, a melhoria do acesso ao livro e a
incorporação e uso de tecnologias de informação e comunicação,
facilitando o acesso à informação e à produção do saber, incluindo
capacitação continuada para melhor aproveitamento das tecnologias de
informação e comunicação. |
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Fomento à
leitura e à formação de mediadores
No Eixo 2 (Fomento
à leitura e à formação de mediadores) estão os projetos sociais
de leitura, os estudos e fomento à pesquisa nas áreas do livro e da
leitura e as pesquisas que fazem o levantamento sobre bibliotecas,
editoras e livrarias no Brasil, assim como a apuração de dados em
relação ao analfabetismo no país. Outro item é a formação de
mediadores de leitura, capacitando educadores, bibliotecários e
outros mediadores como promotores de leitura em escolas, bibliotecas
e comunidades. |
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Valorização da
leitura e comunicação
As campanhas institucionais de
valorização da leitura, do livro, da literatura e das bibliotecas
fazem parte do Eixo 3 do PNLL
(Valorização da leitura e comunicação). Aqui entram também as
ações para converter o fomento às práticas sociais da leitura em
política de Estado, com participação de instituições como a Câmara
Setorial do Livro, Literatura e Leitura (CSLLL) e de programas como
o PROLER. |
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Desenvolvimento à economia do livro
O Eixo 4
(Desenvolvimento à economia do livro) é dedicado ao fomento da
cadeia produtiva do livro e à distribuição, circulação e consumo da
palavra escrita. Trata-se de políticas de financiamento para a
edição e impressão de livros e abertura de novas livrarias. Também
abarca os projetos que criam ou estimulam a concessão de prêmios e
bolsas de criação literária, assim como a participação de escritores
e textos brasileiros no exterior. |
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Gilberto Gil:
livro e leitura para mudar as condições de vida do
brasileiro
O ministro da Cultura Gilberto Gil
afirma que “o acesso (ou o não-acesso) ao livro e à leitura moldam
substantivamente as condições de vida das populações”. Gil,
trabalhando com os dados da pesquisa Retratos do Brasil, cita os
desafios bastante graves a serem suplantados: pouco contato dos
brasileiros adultos alfabetizados com os livros; a falta de condição
da camada mais pobre de adquirir livros; a concentração dos recursos
(73% dos livros) em apenas 16% da
população. |
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Fernando
Haddad: aumentando livros e leitores
O ministro da Educação Fernando Haddad
diz que é preciso combinar o aumento do acesso ao livro com a
formação de leitores. Para isso, Haddad cita quatro ações: formação
continuada de profissionais da escola e da biblioteca; produção e
distribuição de material de informação; parcerias e redes de
leitura; e ampliação e implementação de bibliotecas escolares e
dotação de acervo. Segundo o ministro, “formar uma geração de
leitores nas condições de desigualdade que persistem na sociedade
brasileira é tarefa complexa que exige esforços conjugados de todos
que têm compromissos e responsabilidades com o
país”. |
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Cursos
Jornalismo
Literário Sindicato
dos Jornalistas de São Paulo Quando: 3 de
fevereiro a 5 de maio de 2007 (aos sábados), das 9h às 13h (carga
horária: 40h). Docentes: Monica Martinez, Renata
Carraro; Alex Criado; Denise Casatti; Jaqueline Lemos; Bernadete
Toneto; Dimas Kunsch Conteúdo: O curso pretende
provocar uma reflexão sobre conceitos e técnicas narrativas que
permeiam um fazer jornalístico alicerçado no mergulho na realidade e
na subjetividade. O curso oferecerá um panorama amplo atualizado
sobre o que é o Jornalismo Literário e seus gêneros; analisará as
diversas possibilidades narrativas do JL e debaterá as conexões do
JL com outras áreas das ciências sociais. Local: Ação
Educativa, Rua General Jardim, 660 – Vila Buarque (estação Santa
Cecília do metrô) - São Paulo (SP) Telefone: (11)
3217 6294 e 3217 6299 ramal 6230, das 12h às 18h, com Marlene ou
Kelli E-mail: cursos@sjsp.org.br
PCP (Planejamento e Controle da Produção) para Indústria
Gráfica – segmento promocional e comercial Abigraf Data:
5 a 7 de fevereiro, das 18h45h às 21h45. Conteúdo:
Capacitação de gráficas comerciais e promocionais a melhorar seu
fluxo de trabalho, reduzindo prazos de entrega, eliminando, se
possível, as horas improdutivas e reduzindo
custos. Local: ABTG - Rua Bresser, 2315 - Mooca - São
Paulo (SP) Telefone: (11) 6097-6728 -
Juliana E-mail: abtg@abtg.org.br
O design do livro contemporâneo Universidade
do Livro Data: 5 a 8 de fevereiro, das 18h às 22h
(carga horária: 16h). Docente: Sylvio de Ulhôa Cintra
Filho – arquiteto e designer, professor de programação visual da
Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da USP. Conteúdo: A
partir do conceito de identidade visual, apresentar uma série de
peças gráficas com personalidades próprias a fim de compreender o
design como postura ideológica. Local: Universidade do Livro –
Praça da Sé, 108 – Centro – São Paulo (SP). Telefone:
(11) 3242-9555 E-mail: universidadedolivro@editora.unesp.br
Edição e editoração de livros Sala de
Leituras Data: 10 de fevereiro, das 9h às 18h (carga
horária: 8 h) Conteúdo: Debater as características,
problemas, dificuldades e alegrias da arte e ciência de editar
livros; o passo-a-passo da edição e editoração Docentes: Gisela
Bluhm (Editora Ao Livro Técnico) e Fernando Franco (Franco Editora e
Livraria) Local: Sala de Leituras – Rua do Catete, 347
sala 838 – Rio de Janeiro (RJ) Telefones (21) 2285-1639,
8133-8401 e 8868-4649 E-mail: contato@saladeleituras.com
Segredos para despertar sua
criatividade Escola
do escritor Data: 10 de fevereiro (sábado), das 9h às
17h Docente: Armando Alexandre dos Santos, escritor,
jornalista e genealogista, autor de 31 livros. Trabalha há 17 anos
em uma editora de médio porte, como responsável pela linha
editorial, analista e crítico de originais. Conteúdo:
Técnicas simples e acessíveis para descobrir e explorar o potencial
criativo. Indispensável para quem quer se realizar na fascinante
carreira de profissional das letras. Local: Escola do
Escritor - Rua Deputado Lacerda Franco, 165, Pinheiros, São Paulo
(SP). Telefone: (11) 3813-8987 |
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Circuito de
feiras
5ª Feira do Livro de Cidreira
(RS) Quando: de 31 de janeiro a 11 de
fevereiro Informações: Secretária de Educação e Cultura
(51) 3681-4760
9ª Feira do Livro de Pinhal
(RS) Quando: de 31 de janeiro a 4 de
fevereiro Informações: (51) 3682-3352 e 3682-3354 - educacao@balneariopinhal.rs.gov.br
3ª Feira do Livro de Imbé
(RS) Quando: de 10 a 18 de
fevereiro Informações: (51) 9249 2209 - smecimbe@gmail.com
Taipei International Book
Exhibition (Taipei - Taiwan) Quando: 30 de
janeiro a 4 de fevereiro Informações: info@tibe.org.tw - www.tibe.org.tw/ |
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