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Cancioneiros literários
Ensinar
a desvendar os códigos do texto a novos leitores é a meta do grupo
Cancioneiros Literários, formado por adolescentes e professores de Porto
Alegre que desejam despertar nas pessoas a paixão pela leitura. Para isso,
o projeto gaúcho, que integra o Eixo 2
(Fomento à Leitura e à Formação de Mediadores) do PNLL, utiliza a música,
adaptando de clássicos da literatura a obras direcionadas ao vestibular.
Segundo suas diretrizes, "os cancioneiros procuram desenvolver um
trabalho diferenciado com música e literatura, construindo nas intervenções
que faz novas formas de ver e rever o texto poético, buscando compartilhar
o sentimento que a obra de arte suscita". O trabalho também pode ser
acompanhado por meio do Blog
que o grupo mantém na Internet.
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Projeto implanta e implementa Biblioteca Comunitária em João
Pessoa (PB)
O
projeto Implantação e Implementação da Biblioteca Comunitária do Bairro São
José, de João Pessoa (PB), visa contribuir para o acesso à informação e ao
conhecimento num local reconhecido pela população como violento, com a
intenção de tornar a biblioteca uma referência para outras comunidades da
Grande João Pessoa. Integrante do Eixo 1
do PNLL (Democratização do Acesso), o projeto beneficia cerca de 200
pessoas, levando autores para palestras e debates no local e crianças
para conhecerem gráficas, editoras e museus de escritores paraibanos
renomados.
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Brasil e Argentina firmam parceria na área cultural
Buscando
um maior intercâmbio cultural, Brasil e Argentina aprovaram
no último dia 2 o Programa Executivo Cultural, que apresenta as diretrizes
de ambos os governos e temas dos Ministérios da Cultura. Segundo
registra o site do MinC, o "governo argentino também demonstrou
interesse em conhecer melhor as experiências brasileiras nas áreas de
fomento e incentivo à cultura, museus, livro, leitura e bibliotecas".
O Programa Executivo divide-se em 68 artigos, organizados nas seções:
Preâmbulo; Disposições Gerais; Artes Visuais; Música; Artes Cênicas e
Performáticas; Audiovisual; Livro, Leitura e Literatura; Cooperação entre
Bibliotecas, Arquivos e Pesquisadores da Área Cultural; Capacitação de
Agentes Públicos; Mecanismos de Incentivo à Cultura; Diversidade Cultural;
Direitos Autorais e Direitos Conexos; Preservação e Salvaguarda de Bens
Culturais e Cooperação na Área de Museus; Esforços Conjuntos no Âmbito do
Mercosul Cultural; e Disposições Finais.
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Biblioteca Nacional doa livros para Instituto Confúcio na
Unesp
A
Biblioteca Nacional doará cerca de 100 livros para o Instituto Confúcio na Unesp,
recém-inaugurado em São Paulo. O lote, proveniente de uma doação efetuada
pela Biblioteca Nacional da China, trata de assuntos como História,
Política, Filosofia, Biografia, entre outros, e está escrito
majoritariamente em inglês. As obras serão repassadas pois o perfil dos
livros adapta-se melhor ao instituto paulista e o prazo para chegada dos
livros a São Paulo é de aproximadamente um mês.
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Juan Marsé vence o Prêmio Cervantes
O
escritor catalão Juan Marsé, autor de Últimas
tardes com Teresa e Rabos
de Lagartixa, venceu o
Prêmio Cervantes, considerado o maior prêmio em língua espanhola. Segundo
José Manuel Blecua, presidente dos jurados, a escolha se deve "por sua
vocação para a escrita, por sua vida dura e sua capacidade de refletir a
Espanha do pós-guerra". "Para grande parte da crítica",
registra o jornal O
Estado de S. Paulo, "o universo de Marsé, cheio de
personagens perdedores e sem esperança, reflete à perfeição o sofrimento
que entre 1940 e 1950 padeceu o grupo derrotado na luta contra a ditadura
do general Francisco Franco".
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Prêmio São Paulo de Literatura consagra Cristovão Tezza
Cristovão
Tezza e Tatiana Levy foram os vencedores
do Prêmio São Paulo de Literatura. Tezza, cujo O Filho Eterno já
lhe rendera os prêmios Jabuti e Portugal Telecom, ganhou na categoria
Melhor Livro do Ano. Desta vez, O
Filho Eterno concorreu com Antonio,
de Beatriz Bracher, O
sol se põe em São Paulo, de Bernardo Carvalho, A muralha de Adriano,
de Menalton Braff, e A
copista de Kafka, de Wilson Bueno. Tatiana, autora de A chave de casa,
ficou com o prêmio de Melhor Livro do Ano – Autor Estreante, superando Lugares que não conheço, pessoas
que nunca vi, de Cecilia Giannetti, Desamores, de Eduardo Baszczyn, Estado Vegetativo,
de Tiago Novaes, e Casa
entre vértebras, de Wesley Peres.
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Olimpíada da Língua Portuguesa premia 15 ganhadores
Quinze
alunos e professores do Ensino Fundamental e Médio de escolas públicas
foram premiados
na Olimpíada da Língua
Portuguesa – Escrevendo o Futuro. Os cinco vencedores de cada
categoria foram condecorados com uma medalha de ouro entregues pelo
presidente Luiz Inácio Lula da Silva, além de computadores e impressoras.
As escolas desses alunos receberão um laboratório de informática com dez
computadores e uma impressora, além de livros para sua biblioteca. A
Olimpíada teve como tema O
Lugar onde vivo e trabalhou três gêneros textuais: poesia,
memória e artigo de opinião. Para conhecer os quinze vencedores do prêmio,
clique aqui.
Para ler os textos, clique aqui.
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Livro de 126 mil dólares atrai norte-americanos para
biblioteca
Michelangelo:
La dotta mano
é um livro de 126 mil dólares e aproximadamente 27 quilos, cujas páginas
são feitas de fibra de algodão e a capa, em mármore branco,
esculpida à mão. Escrito em italiano, é inspirado no Renascimento. A
obra, que tem 71 cm de altura e 45 cm de largura, está exposta na
Biblioteca Pública de Nova York e a previsão é que sejam produzidos apenas
99 cópias, sendo que 33 já estão prontas e 20 vendidas.
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Artigo discute a cultura lúdica na biblioteca
Um
artigo de Flávio Paiva, publicado no Diário
do Nordeste no último dia 27 de novembro, discute a questão da
cultura lúdica nas bibliotecas e o espaço do livro na educação. O autor
defende a dinamização de acervos com a literatura infantil, onde "a
biblioteca precisa significar espaço de tempo livre onde a criança possa
exercitar a imaginação". No decorrer do artigo, Paiva ainda relata que
a promoção da leitura e a democratização do livro é um dos focos do governo
do Ceará, que recentemente desenvolveu a Bienal Internacional do Livro.
Para ler o artigo na íntegra, clique aqui.
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Projeto finalista do PNEDH tem biblioteca como um de seus
eixos
Um dos
finalistas do Prêmio Nacional de Educação em Direitos Humanos (PNEDH), o projeto Coque
Vive, de Recife (PE), busca transformar
positivamente as representações sociais do bairro popular pernambucano,
tendo como um de seus pilares a Biblioteca Popular do Coque. Com um acervo
de 4 mil exemplares, o local hoje integra a rede de Bibliotecas Comunitárias
de Recife, sendo considerado um importante pólo de encontro de pessoas da
região. Ele ainda se transforma, periodicamente, em um local para projeção
de filmes que priorizam os direitos dos moradores das comunidades, unindo
os moradores.
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Dicas de leitura
A
Normalista, de Adolfo Ferreira Caminha
"João
Maciel da Mata Gadelha, conhecido em Fortaleza por João da Mata, habitava,
há anos, no Trilho, uma casinhola de porta e janela, cor de açafrão, com a
frente encardida pela fuligem das locomotivas que diariamente cruzavam
defronte, e de onde se avistava a Estação da linha férrea de Baturité. Era
amanuense, amigado, e gostava de jogar víspora em família aos domingos.
Nessa noite estavam reunidas as pessoas do costume. Ao centro da sala, em
torno de uma mesa coberta com um pano xadrez, à luz parca de um candeeiro
de louça esfumado, em forma de abajur, corriam os olhos sobre as velhas
coleções desbotadas, enquanto uma voz fina de mulher flauteava arrastando
as sílabas numa cadência morosa: — Vin...te e quatro! Sessen...ta e
nove!... Cinqüen...ta e seis!...
Havia um silêncio morno e concentrado em que destacava o rolar abafado das
pedras no saquinho da baeta verde.
A sala era estreita, sem teto, chão de tijolo, com duas portas para o
interior da casa, paredes escorridas pedindo uma caiação geral. À direita,
defronte da janela, dormia um velho piano de aspecto pobre, encimado por um
espelho não menos gasto. O resto da mobília compunha-se de algumas
cadeiras, um sofá entre as duas portas do fundo, a mesa do centro, e uma
espécie de console, colocada à esquerda, onde pousavam dois jarros com
flores artificiais."
Leia o texto na íntegra
Carrilhões, de Murilo Araújo
"Ora
afinal que vale a vida?... o mundo?
— Quando, com riso desdenhoso e largo,
combateste e venceste, o riso, ao fundo
era talvez... era decerto amargo!
Forte!
Agora sorri no teu letargo
final, com um riso plácido e profundo
melhor que o riso desdenhoso e largo!
Pois afinal que vale a vida?... o mundo?
Tão
nobre, não sofreste entre mesquinhos?
Não tinha abrolhos numa grande parte
das palmas que colheste nos caminhos?
As
rosas do triunfo na tua arte
só agora são limpas dos espinhos
para forrar-te o sono e coroar-te!"
Leia o texto na íntegra
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Favoritos
Carlos
Drummond de Andrade (1902 - 1987)
"Chega
um tempo em que não se diz mais: meu Deus.
Tempo de absoluta depuração.
Tempo em que não se diz mais: meu amor.
Porque o amor resultou inútil.
E os olhos não choram.
E as mãos tecem apenas o rude trabalho.
E o coração está seco.
Em vão
mulheres batem à porta, não abrirás.
Ficaste sozinho, a luz apagou-se,
mas na sombra teus olhos resplandecem enormes.
És todo certeza, já não sabes sofrer.
E nada esperas de teus amigos.
Pouco
importa venha a velhice, que é a velhice?
Teu ombros suportam o mundo
e ele não pesa mais que a mão de uma criança.
As guerras, as fomes, as discussões dentro dos edifícios
provam apenas que a vida prossegue
e nem todos se libertaram ainda.
Alguns, achando bárbaro o espetáculo,
prefeririam (os delicados) morrer.
Chegou um tempo em que não adianta morrer.
Chegou um tempo em que a vida é uma ordem.
A vida apenas, sem mistificação."
Os Ombros Suportam
o Mundo
- Entrevista de Drummond ao JB,
publicada cinco dias após sua morte, em 22 de agosto de 1987
- Biografia
- Bibliografia
- Poemas
- Ciao, última crônica
de Drummond
- Drummond lê o poema
Mundo Grande
- Drummond lê o poema
Para Sempre
- Especial da revista Veja
sobre Drummond
- Vídeo
sobre Drummond no site oficial do poeta
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Agenda internacional
28ª
Feira do Livro Ricardo Palma (Peru)
Até 12
de dezembro
Mais informações
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Prêmios Literários
Prêmio Cidade de Porto Seguro – Crônicas
Período de inscrições: até 30 de novembro
de 2008
Premiação: Serão
publicados todos os textos em livro alusivo, em janeiro de 2009
Mais
informações
35ª Seleção Anual FNLIJ – Prêmio FNLIJ 2009 (Produção 2008)
Período de inscrições: até 31 de dezembro
Aberto a: todos
os profissionais do livro e editoras que tenham títulos em língua
portuguesa.
Mais informações
5º Prêmio Barco a Vapor
Período de inscrições: até 28 de fevereiro
de 2009
Aberto a: a
todos os escritores com mais de 18 anos que apresentem originais dirigidos
a leitores entre 6 e 13 anos.
Premiação: R$
30 mil
Mais
informações
VIII Prêmio Livraria Asabeça 2009
Período de inscrições: 30 de junho de 2009
Premiação: um
contrato de edição e impressão
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informações
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