 A Bienal Internacional do Livro do Rio, que começa no dia 12 de maio, é um dos principais destaques do calendário brasileiro do Ano Ibero-americano da Leitura, que deve somar um total de 100 mil ações de estímulo realizadas por governos, setor privado e organizações não-governamentais no decorrer de 2005. Os números foram divulgados ontem pelo presidente do Comitê Diretivo do VIVALEITURA (como o Ano é chamado no Brasil), Galeno Amorim, coordenador do Plano Nacional do Livro e Leitura, do Ministério da Cultura.
O calendário prevê a realização de perto de uma centena de feiras de livros no País entre janeiro e dezembro, a maior parte delas no Rio Grande do Sul, que organiza metade delas, incluindo a Feira de Porto Alegre, que a cada ano é visitada por um público de 1,7 milhão de pessoas. Além da Bienal do Rio, considerada uma das mais importantes da América Latina, vão acontecer este ano feiras importantes em Ribeirão Preto (SP), Belém (PA), Belo Horizonte (MG), Salvador (BA) e Brasília.
Também estão previstas mais de duas centenas de congressos, seminários, palestras e colóquios nacionais e internacionais em praticamente todos os meses do ano no País inteiro. Entre os destaques desse calendário (que está no site www.vivaleitura.com.br) estão a Jornada Literária de Passo Fundo (RS) e o Congresso de Leitura do Brasil (CO), em Campinas (SP), que acontecem a cada dois anos.
No âmbito do governo, a primeira medida foi o fim dos impostos e taxas sobre o livro, anunciado em dezembro pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva no lançamento do calendário do VIVALEITURA 2005. Também estão previstas ações como a criação da Câmara Setorial do Livro e Leitura, do Plano Nacional do Livro e Leitura (PNLL) e do Fundo Pró-Leitura, além de várias campanhas de estímulo à leitura no rádio, televisão, jornais e revistas.
O governo federal também tem em andamento vários programas de abertura de bibliotecas, distribuição de livros, formação de professores e bibliotecários e estímulo à leitura. Além dessas ações, implementadas pelo MEC e Ministério da Cultura, outros ministérios – do Desenvolvimento, Indústria e Comércio e Relações Exteriores – e órgãos como a Agência do Desenvolvimento Industrial, Apex (Agência de Promoção de Exportações) e BNDES desenvolvem ações específicas que também vão integrar o Plano Nacional do Livro e Leitura. |