A literatura de cordel

A literatura de cordelPresente no Brasil desde o século XVIII, a literatura de cordel foi trazida pelos portugueses e rapidamente se popularizou no país. Este tipo de literatura é caracterizada por um grande apelo popular e é publicado em folhetos com ilustrações.

Literatura de cordel nasceu em Portugal

A história da literatura de cordel começou em Portugal, quando os textos eram amarrados em cordões e apresentados às pessoas em lojas, feiras e até mesmo nas ruas. No Brasil, a literatura de cordel esta fortemente presente na Bahia, Paraíba, Alagoas, Ceará e Pernambuco. Com uma grande dose de humor este tipo de literatura aborda temas do cotidiano, política, futebol e religião, entre outros assuntos. Atualmente, os textos são recitados nas ruas e praças públicas e, normalmente, são acompanhadas por instrumentos musicais como violas. Um dos grandes nomes da literatura de cordel é Leandro Gomes de Barros, falecido em 1918, e que escreveu cerca de mil textos. Outros importantes representantes deste modelo de literatura são Antônio Gonçalves da Silva, mais conhecido como Patativa do Assaré; José Alves Sobrinho, João de Cristo Rei e Ignácio da Catingueira, principalmente. Grandes autores da literatura brasileira tiveram uma forte influência da literatura de cordel. Entre os nomes mais expressivos estão o mineiro João Guimarães Rosa, José Lins do Rego, Ariano Suassuna e João Cabral de Melo.

Livros artesanais

Os textos de cordel são publicados em pequenos livros e são feitos de forma artesanal pelo escritor. As páginas dos livros variam de oito a 32 e o tamanho mais comum é 16 centímetros de comprimento e 11 centímetros de largura. Além de Portugal, a literatura de cordel também marcou presença em países como França e Espanha, por meio de artistas conhecidos como trovadores, que apresentavam as próprias composições, devidamente acompanhados de violas. No Brasil, a literatura de cordel é caracterizada pelo forma poética, com rima e métrica. Neste estilo literário, o autor pode usar o texto para se manifestar sobre determinados temas relevantes na sociedade, pois na literatura de cordel não há impessoalidade e nem imparcialidade. Esta forma de expressão é marcada pela persuasão. O autor tenta convencer o leitor sobre determinada proposta ou ideia. Historiadores encontram na literatura de cordel uma importante fonte de referência sobre a cultura de determinada época. Através da literatura, podem ser resgatadas informações sobre roupas, crenças, objetos, linguagem e até a arquitetura predominante de determinada época em uma região. Algumas figuras do folclore brasileiro são explorados em textos de cordel, como Saci Pererê, Mula-sem-cabeça e Boitatá, entre outros.

Foto: Carlo Süßmilch – Fotolia

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