| Recursos e meios para execução: |
Proler - JF
Universidade de Juiz de Fora
Colégio de Aplicação João XXIII
Projeto Biblioteca: “Quem não lê não escreve”
Biblioteca Cecília Meirelles
Carlos Antônio Pravato
Juiz de Fora
INTRODUÇÃO
A proposta que ora apresentamos tem como pressuposto a perspectiva de que a Biblioteca se oferece como um recinto adequado para estimular novos modos interativos, orientando a formação de grupos independentes de participantes, ignorando a obrigação da massificação unificada das práticas discursivas e fortalecendo socialmente os alunos na medida em que aqui se podem conduzir eventos comunicativos que desestabilizam padrões corretivos e de avaliação de performances.
Assim, defendemos que nenhum livro didático e nenhuma aula expositiva poderão substituir ou satisfazer plenamente as atividades de construção do conhecimento e da experiência individual, e muito menos finalizá-las, o que faz com que a escola precise se comprometer com atividades freqüentes e corriqueiras de leituras de outros livros e de outras fontes de informação, mais atualizados, mais múltiplos, mais heterogêneos e mais diversificados.
OBJETIVOS
- Promover uma ocupação mais contínua do espaço da Biblioteca garantindo sua utilização mais eficiente;
- Organizar as atividades de leitura de forma que se alcance o comprometimento de todos os departamentos do Colégio na conscientização de que ler não é uma prática pedagógica exclusiva das aulas de Português;
- Desenvolver atividades interativas que se apresentem tão úteis e eficientes quanto aquelas de sala de aula, caracterizando um processo educativo interdisciplinar;
- Envolver todas as disciplinas em atividades de leitura regulares promovendo a explicitação do elo interdisciplinar como princípio pedagógico.
METAS
- Ocupar interativamente a Biblioteca, configurando-a como enquadre escolar alternativo à sala-aula.
- Organizar e manter um esquema de atividades para serem realizadas na Biblioteca, interligando-as com aquelas desenvolvidas em sala de aula.
- Organizar e manter atualizados e interessantes os processos diversos de catalogação dos livros da Biblioteca.
- Constituir os alunos como sujeitos responsáveis pela leitura realizada, capacitando-os como críticos das obras lidas.
- Definir e estimular os processos-de-ensino e de aprendizagem como sendo especialmente atividades de leitura, operacionalizadas como processos de formação de falante e interlocutores socialmente significativos, cujas atuações para construção e negociação de conhecimento passem necessariamente por todas as áreas transversais de informação disponíveis.
- Solidificar o elo pedagógico entre as diversas disciplinas da escola, propiciando uma proposta de prática escolar homogênea também em termos de avaliação.
- Envolver alunos e professores em uma troca cooperativa de ação e intenção.
- Tornar os alunos constantemente, e autonomamente, informados através de leitura de jornais.
- Promover a elaboração de jornais por série, ao final de cada bimestre, e de um grande jornal do corpo discente do Colégio, orientado pelo Grêmio com Supervisão dos professores.
- Introduzir e consolidar modos interativos distintos como complemento obrigatório da educação formal.
- Ocupar a Biblioteca com a promoção de eventos comunicativos que se apresentem como formas diferentes de leitura do mundo.
DESENVOLVIMENTO
- Todos os recursos serão usados para despertar no aluno o prazer pela leitura e escrita.
1 - LER E ESCREVER
Resenhas elaboradas pelo alunos passam a ter o papel duplo de catalogação e pré-crítica dos livros da biblioteca: todos deverão constar como material de consulta para os próximos leitores, devendo estar disponíveis nos arquivos referentes aos livros lidos. Posteriormente, esses textos deverão ser também utilizados como atividades das diferentes séries na aprendizagem de catalogação temática, avaliação de freqüência temática, percepção de pontos de vista distintos sobre o mesmo assunto, observação de processos diversos na construção de personagens semelhantes, identificação de marcas de regionalização, de estilos, etc.
Descrição das etapas:
A - CAMPEÕES DE LEITURA:
Finalidade: Possibilitar incentivo à leitura livre, espontânea dos alunos e, assim, desenvolverem o hábito de ler. Viabilizar jogos lúdicos com a leitura em que só há vencedores, pois a descoberta da leitura individualmente, por si só, já é uma vitória do aluno.
Divulgar o acervo literário disponível da biblioteca, bem como dar atividades culturais por ela realizadas.
Ampliar a aquisição de conhecimentos diversos através de outros materiais disponíveis para leitura na biblioteca da escola.
Incentivar o aluno a experimentar leituras literárias com atos contínuos sistemáticos de leitura e assim motivar e efetivar o hábito de ler em jovens.
a - Divulgação do Projeto:
A divulgação ocorrerá de forma sistemática em sala de aula com as aulas de Literatura e com uma cerimônia de lançamento em data a ser definida pelos responsáveis pelo execução do projeto.
b - Listagem dos livros para sugestões de leituras:
A equipe responsável pela execução vai listar livros literários e/ou paradidáticos de acordo com a faixa etária dos alunos, respeitando suas habilidades de leitura. As listas ficarão afixadas na biblioteca para sugerir possíveis livros aos alunos indecisos ou que não têm experiência em selecionar títulos.
c - Execução do Projeto:
Após a divulgação para toda escola, cada aluno interessado vai à biblioteca manifestar a vontade em participar do projeto.
Ao escolher o livro a ser lido, o aluno receberá uma folha para documentar o livro que leu e sua observação pessoal sobre a leitura realizada.
O aluno tem direito a ler, pelo menos, um livro por semana independentemente de outras leituras orientadas em sala.
d - Documentação:
Cada sala terá uma pasta para saída e devolução do livro lido e outra pasta para as fichas de cada livro lido e observado.
O modelo dessa ficha das observações será anexada ao projeto, bem como fotos entre outros registros sobre o projeto a cada ano.
e - Avaliação:
Ao final de cada mês, a equipe coordenadora fará um levantamento de quantos alunos estão no projeto, quantos livros cada aluno leu no mês e quais os títulos mais lidos e/ou procurados.
É feita também uma análise geral das observações registradas pelos alunos.
Todo esse levantamento possibilita a confecção de listagens de títulos e também a orientação mais adequada aos alunos tanto por parte da biblioteca quanto pelos professores em sala de aula.
Ao final do ano é feita a avaliação final onde obtém-se o número total de livros lidos por cada aluno e assim tem-se o resultado do campeonato de leitura, com os três primeiros colocados de cada turma.
A avaliação final, também, oportuniza mais referências para o plano de ação da biblioteca de um ano para outro.
f - Premiação:
Em cerimônia de encerramento, com a presença dos alunos, professores, pais e toda comunidade escolar, faz-se a entrega dos prêmios aos alunos CAMPEÕES DE LEITURA, de cada turma.
Os prêmios são definidos pela escola e com o objetivo de continuar o incentivo ao hábito de ler.
Sugere-se: um livro literário inédito no acervo da biblioteca e materiais escolares como: lápis de cor, cadernos, réguas, etc.
Para todos os alunos participantes receberão um certificado de participação no campeonato.
Para a entrega dos prêmios sugere-se a presença de algum escritor para proferir uma mini palestra sobre a importância da leitura para o homem.
B - TRABALHANDO COM FRAGMENTOS:
Tomando um trecho do livro, pode-se lê-lo em sala, explorar sua emoção utilizando a LEITURA DRAMÁTICA, trabalhar sua ação utilizando MÍMICAS e ainda propor pesquisa sobre a época: os costumes, a indumentária ( roupas da época ), enfim, propor uma possível cenografia para o texto ( cenários de época ) e orientar a pesquisa de acordo com as necessidades que surgirem. Esses recursos certamente facilitarão a emergência do desejo de ler.
C - TRABALHANDO A BIOGRAFIA DO AUTOR
Muitas vezes, alguns detalhes biográficos despertam muita curiosidade. Um exemplo: Rubem Fonseca foi delegado de polícia e , no cargo, conviveu com o submundo do crime e da violência. Teria essa sua profissão influência em seu trabalho literário ? Seria possível, então, buscar mais dados biográficos e tentar estabelecer relações com alguns contos desse autor.
D - ESCOLHENDO TEMAS PREFERIDOS
Os alunos, em geral, têm preferência por alguns temas não só para a leitura como também para filmes e revistas. Nesse sentido é interessante fazer um levantamento desses temas, propor discussões a respeito de todos eles, indicar livros a partir das preferências, ler sinopses de obras e ver se haveria relação entre a fábula ( sinopse da história ) e a preferência do aluno. Assim procedendo, a escolha do livro deverá ser justificada em função dos temas discutidos, das preferências dos alunos.
E - FILMES E OUTRAS ARTES
Pode-se motivar a leitura, assistindo a filmes, a peças de teatro, até mesmo a partir de seriados de televisão.
Um trabalho interessante que o professor pode fazer é constituir uma videoteca na escola ou fazer um levantamento dos romances brasileiros que foram adaptados para o cinema e, a partir daí, montar uma estratégia de compra ou aluguel das fitas.
Ao utilizar esses recursos de motivação, deve-se levar em conta que os alunos poderão ¨ficar¨ apenas no filme e não partirem para a leitura do livro. Isso normalmente ocorre quando o professor solicita resumo ou dá provas tradicionais sobre o livro. O aluno fica naquela ansiedade de ter uma noção geral do livro para responder às tradicionais perguntas avaliativas. Contrapondo a essa problemática, o professor pode fazer boa parte da leitura em sala, comparar trechos do livro com trechos do filme e dar a tarefa de organizar um novo roteiro ( de filme ) para os alunos. É possível, por exemplo, discutir novas possibilidades de roteiro ( mais fiéis ao livro)e, no final, fazer eficiente, discutir as dificuldades de adaptação em função das diferenças de linguagem das duas modalidades ( a linguagem do cinema é muito diferente das técnicas literárias ).
F - PARTINDO DE DEBATES
Os temas que emergem dos meios de comunicação, que muitas vezes engendram debates de âmbito nacional, podem ser debatidos em sala de aula e, a partir dos debates, sugerir-se a leitura de um bom livro. Exemplo: menor abandonado, marginal das ruas, pode motivar a classe toda para a leitura de CAPITÃES DA AREIA, de Jorge Amado.
G - CONCURSOS/SARAUS/VARAL DE POESIAS/OUTROS
Para que a escola forme bons leitores, é necessário criar e realimentar toda uma ambiência propícia ao surgimento e desenvolvimento de leitores. Nesse sentido, cabe aos professores e coordenadores organizarem eventos artísticos e literários. Algumas possibilidades:
G.1 - Concursos Literários
Oferece-se um prêmio, colocam-se as normas, definem-se as modalidades ( romance, contos, poesia, músicas, peças teatrais etc. ), dá-se um prazo para as inscrições e cria-se uma comissão julgadora. Escolhe-se um dia marcado para encontros dos participantes e apresentação dos trabalhos ( ou de trechos, se for o caso) . Mobiliza-se em sala de aula, motivando-se os alunos a participarem. Quem está preocupado em fazer, em escrever, acabará se preocupando com as formas de fazer, com os estilos e ai... estarão nascendo nossos leitores.
G.2 - Saraus
Declamar poesias, trechos de romances e de contos, encenações teatrais, danças. O sarau pode ter um triunfante retorno na escola, visto que o material a ser apresentado durante as festas pode ser preparado em sala de aula. Para essas atividades recreativas, lúdicas, não é interessante cobrar avaliações formais e nem tampouco falar em notas. O prazer de participar é o centro da motivação.
G.3 - Varal de Poesia
Como foi feito com ¨NA LATA DOS POETAS ... ¨. Um varal chama mais a atenção do leitor do que um mural.
G.4 - Outros
Organizar quadro de sinopses de leitura, hemeroteca literária ( recortes de jornais sobre livros ) fazer campanha para assinar revistas especializadas, colocar em circulação catálogos de editora etc. são atividades importantes para se manter um clima sempre favorável ao leitor e à leitura.
Novelas de rádio/rádio/gravação de fita cassete. ( gravar uma novela de rádio é um trabalho que, se planejado com certo rigor, pode apresentar resultados interessantes ).
Dramatização/Teatro/Representação ( Dramatizar textos é sempre uma forma de despertar o prazer e o interesse por determinado autor ou tipo de literatura ).
História em Quadrinhos( Hoje, é entendida por muitos educadores contemporâneos como mais um importante recurso para o ensino de linguagem, o aluno usufruir como leitor, como produtor e como autor ).
Jogral : No jogral, a relação entre uso da voz e sentido deve ser estreita, portanto um jogral só pode ser realizado após uma análise criteriosa do texto. A voz deverá buscar entonações de acordo com o jogo dos sentidos. O professor e os alunos participantes devem marcar as curvas melódicas de acordo com as variações de sentido, com os sentimentos que os significados colocam em jogo.
Julgamento de Personagens: uma maneira prazerosa de aprofundar análise de textos é a dinâmica do ¨Julgamento¨. Toma-se um texto e dele extraem-se, por exemplo, duas personagens como o Pai e a Mãe de Miguilim, na novela CAMPO GERAL, de Guimarães Rosa. Depois de bem lido o texto, divide-se a classe em grupo e cada grupo pega uma personagem para defender e outra para atacar.
Leitura Dramática: Se distingue da dramatização porque é realizada com o olhar sobre o texto ( lê-se durante a apresentação) .
Mímica : É uma arte que cultiva a síntese da gesticulação os traços mais relevantes da expressão e das atitudes humanas
Coletâneas: Um trabalho interessantes é ensinar os alunos a organizar coletâneas.
Coletâneas Temáticas: O tema amor, por exemplo, é um dos preferidos tanto dos poetas como dos adolescentes em geral . Esse tema pode ser organizado a partir das obras de um autor ( Vinícius de Morais, por exemplo tem muitos poemas amorosos ) ou a partir da obra de diversos autores ( Vinícius de Moraes, Carlos Drummond, Manuel Bandeira, Cecília de Meireles etc. ).
Há temas que combinam muito bem com as características dos adolescentes; exemplos: Coletâneas dos Revoltados, Coletâneas dos Malditos, Coletâneas dos Macabros etc.
Esse tipo de trabalho permite que o aluno ESCOLHA, EXPERIMENTE, EXPONHA SUAS CARACTERÍSTICAS, que são atitudes próprias do bom leitor.
Coletâneas de Autoria: É sempre interessante, para estimular a autoria, que se organizem coletâneas de trabalhos dos próprios alunos. Pode se organizar por temas, por classes, por idade, por gênero literário etc. Convidar alunos para participarem das coletâneas, classe por classe, é criar movimentação em torno da leitura. Ao mesmo tempo em que se propõe um tema, pode-se fazer uma exposição especial de livros de autores que abordaram o(s) tema(s) em questão.
2 - JORNAL NA ESCOLA
“O jornalismo, através dos tempos, tem sido o veículo mais democrático de disseminação do conhecimento. O jornal é uma conquista da sociedade organizada. Propõe-se um jornal de opinião, com jornalismo interpretativo em todas as suas configurações: artigos, ensaios, resenhas, fotos, charges, análises e fórum dos leitores.”
Cada turma deverá se responsabilizar por PERSEGUIR, SELECIONAR E CATALOGAR AS NOTÍCIAS DE JORNAIS REFERENTES A UM CERTO ASSUNTO ( áreas diversas ). A consulta deverá ser realizada em pelo menos dois jornais diferentes (o colégio deverá assinar um jornal local e outro de grande circulação), para que os alunos possam perceber e definir atributos contextualizadores em moldura, postura de redatores e editores, importância do assunto, estrutura e organização textuais. Desse trabalho devem resultar diversas “primeira páginas”, que serão trocadas com as outras turmas e trabalhadas adequadamente pelos professores ( através de palestras e discussões sobre aquele assunto, elaboração de textos e do jornal da escola, etc. )
3- ELABORAÇÃO DO JORNAL
A elaboração do jornal ficará a encargo dos alunos, orientados pelos professores de Português.
Os alunos serão divididos em grupos e cada grupo irá trabalhar em cima da matéria ou item a que for designado ( a princípio livre escolha, se coincidir a preferência, será feito sorteio ).
A princípio, o jornal circulará a cada bimestre, tendo sucesso e dentro das possibilidades, poderá ser mensal.
a) EDITORIAL
Esclarecer para os alunos que o editorial é a opinião do editor do jornal sobre tema ou problema. ( se possível, ilustrar o editorial para auxiliar a compreensão a respeito do que o editor sente sobre o problema em questão ).
b) NOTÍCIAS
Ressaltar que notícia e geralmente tudo o que é diferente, anormal ou desperte interesse geral.
Os alunos ( ou grupo ) irão selecionar os acontecimentos relevantes no bairro, na escola, na cidade, e, até mesmo no país ou no mundo que merecem destaque para o jornal.
Nesta parte, os alunos poderão, sempre que possível, fazer suas próprias fotografias para ilustrar a reportagem.
IMPORTANTE; Chamar a atenção para o crédito, uma linha em que consta o nome de quem escreveu a notícia. O crédito, no caso do nome do repórter, vem logo abaixo do título. Fotógrafos e ilustradores também têm crédito identificando seus trabalhos. Nas fotografias, o crédito vem, em geral, à direita e acima da foto. Os ilustradores assinam seus nomes num canto da ilustração que fizeram. Nem toda reportagem de jornal traz um nome de pessoa. Às vezes lê-se “ Da Redação” na linha de crédito. Isso quer dizer que mais de um jornalista da redação contribuiu para fazer a reportagem.
c) ENTREVISTAS
Elaborar uma entrevista com pessoas conhecidas pela escola, como: professores, diretores, membros do conselho, membros da Associação de moradores do bairro, alunos destaques em alguma atividade, etc.
d) ENTRETENIMENTO
Nessa seção pode entrar: quadrinhos, adivinhas, piadas, horóscopo, salada de letras ( encontrar no dicionário uma palavra que tenha 7 ou 8 letras. O objetivo é ver quantas palavras a pessoa consegue formar usando algumas letras da palavra inicial ), cruzadas, etc.
e) MUSICAL
Essa seção tem como objetivo divulgar informações a respeito de um tipo de música, emitir opiniões sobre um lançamento novo, divulgar musicas boas, ou outras informações importantes sobre o tema. ( dados sobre a vida de um cantor, grupo, etc. )
Divulgar as músicas mais tocadas nas rádios locais, ou, até mesmo, uma reportagem sobre o começo do rock and roll, ou sobre as origens do jazz, explicações sobre termos usados em tipos de músicas, como : hip hop, reggae etc.
f) CULTURA
Nessa seção poderemos encontrar matérias sobre:
LIVROS: ilustrações ou resenhas; cinema: crítica de um filme, lista de vídeos mais procurados, matérias sobre astros de cinema e TV. Acontecimentos do bairro, escola e cidade: como Feiras, Semana Cultural, Exposições etc.
IMPORTANTE: trabalhar com os alunos como se faz uma resenha de um livro; ( quando se faz uma resenha de um livro, somos os críticos literários do jornal. Devemos contar apenas o necessário sobre o livro que lemos e dizer por que gostamos ou não dele. Devemos lembrar que os leitores estão interessados no porque de nossa opinião do que na opinião propriamente dita.
Definir o que é ser crítico: o crítico é alguém que dá sua opinião sobre alguma coisa. Os críticos literários escrevem sobre livros que leram. Contam um pouco sobre o livro e depois dizem do que gostaram e do que não gostaram. E o que é mais importante, eles dão as razões de por que gostaram ou não do livro. Um crítico de cinema faz o mesmo com relação aos filmes.
g) ESPORTES
Notícias sobre jogos, campeonatos, perfil dos jogadores que se destacaram ( podem ser nos campeonatos realizados na escola ), registro das competições da cidade, dicas de saúde para ser um bom atleta, etc.
IMPORTANTE: destacar que escrever sobre esportes é diferente de escrever sobre temas. A notícia esportiva muitas vezes tão emocionante como o esporte m si.
Nas reportagens em si, há centenas de maneiras de dizer que um time ganhou ou perdeu. Aqui estão algumas : arrasou, foi atropelado, caiu, estilhaçou, foram esmagados, chacoalhou, desmoronou, ultrapassou todos os limites, etc.
Um time de futebol não apenas chuta a bola. Os jogadores avançam. driblam ou cavam seu caminho com firmeza. Antes de escrever a própria reportagem esportiva, é interessante que os alunos leiam as paginas esportivas de algum jornal para ver como os profissionais escrevem.
h) CLASSIFICADOS E ANÚNCIOS
Parte destinada a anunciar alguma coisa: venda, troca, divulgação de alguma coisa, etc.
Nessa parte, poderão ser publicados também recadinhos de uma pessoa para outra, desde que sejam de afeto, carinho, sem magoar ninguém.
OBS. Os jornais sobrevivem com anúncios, classificados, etc. Assim , nosso jornal também poderá cobrar uma importância simplória ( sob título de ilustração ) para cada anúncio, recado, aproximando-se , dessa forma , da realidade.
CADERNOS INDISPENSÁVEIS PARA O JORNAL:
1º CADERNO: 2º CADERNO: CIDADE:
Opinião Coluna Social Vida Urbana
Notícias Horóscopo Disque Denúncia
Política Confira Telefones úteis
Internacional Previsão de Tempo
CLASSIFICADOS:
Compra
Venda
4 - LEITURA
Duas resenhas por bimestre. A digitação e adequação desses textos aos arquivos referentes aos livros selecionados poderão ser feitas pelos próprios alunos ou um bolsista contrato para tal. Dos professores espera-se que acompanhem as turmas nas primeiras visitas, orientando-os a consultar esses textos previamente à escolha dos livros.
As atividades de observação e avaliação das catalogações realizadas devem constar como exercícios ao final de cada bimestre
Formar círculos de leitura, mesas redondas e debates.
Continuar com o horário de troca de livros na biblioteca e com os professores respeitando o horário marcado.
5- CONTADORES DE HISTÓRIAS
Pelo menos uma vez por mês uma sessão na Oficina Literária, aberta para todos os alunos do Colégio. ( A formação de novos contadores de história pode ser feita pela equipe do Colégio ou do PROLER )
Ou ainda outras que busquem sempre a tomada de consciência DO LEITOR.
6 - CONVERSA COM AUTORES
Trazer ao colégio escritores para palestras.
7 - INFORMATIZAÇÃO DA BIBLIOTECA
( Usando o programa já existente nas bibliotecas setoriais da UFJF )
Objetivos:
- Agilizar todo o processo de organização, diminuindo o número de tarefas repetitivas.
- Facilitar a pesquisa do material bibliográfico.
- Diminui os números de erros.
Material Necessário:
Cinco Microcomputadores assim distribuídos:
2 para o corredor de entrada para consulta dos usuários ( Instalação já pronta )
1 para empréstimos e devolução com leitura óptica
1 para sala de registro e catalogação
1 para sala de estudo em grupo para os alunos fazerem trabalhos
OBS.; Instalação pronta em todos os lugares citados, a biblioteca quando de sua reforma foi preparada para funcionar desta maneira.
8 - ORGANIZAÇÃO DA BIBLIOTECA
- Organização e tratamento do acervo ( feita por um profissional bibliotecário da UFJF)
- Formação do acervo ( seleção de todo o material )
- Organização do acervo ( registro, classificação, catalogação etc. )
- Ampliação e dinamização de acervo - distribuição de livros sem que o acervo seja trabalhado, mas apenas colocados sobre uma estante, na maioria das vezes não conduz ao incentivo da leitura prazerosa.
9 - SERVIÇOS, INSTALAÇÕES E PLANEJAMENTOS
- Empréstimos informatizados
- Pesquisas
- Levantamentos bibliográficos
- Murais informativos
- Exposições
- Regulamentos
- Estatísticas
- Projetos
10 - ATIVIDADES QUE SERÃO DESENVOLVIDAS DURANTE EXECUÇÃO DO PROJETO.
- Reunião com os pais, professores e alunos.
- Os alunos farão pesquisas nos domicílios
- Participação de debates onde apresentarão argumentos sobre a importância de se ler e escrever.
- Campanhas para recolher livros.
- Filmes
- Excursões: - Casa de Cultura, Bibliotecas Públicas, Museus, etc.
- Entrevistas e palestras
- Painéis
- Maquetes
- Outros
PESSOAL A SER ENVOLVIDO
- Alunos
- Professores
-Funcionários
- Pais e/ou responsáveis por alunos que queiram ajudar.
FORMAS DE PARTICIPAÇÃO DA COMUNIDADE
- Orientação
- Doação de livros, vídeos , revistas etc.
ORGANIZAÇÃO E FUNCIONAMENTO
A organização será como um Projeto Pedagógico da Escola e congregará não somente alunos, como também outras turmas interessadas, elementos de suas famílias e da comunidade com interesse de participar mais ativamente da vida escolar.
COORDENAÇÃO E DIREÇÃO
A escolha dos líderes da Escola ficará a cargo de professores das diversas disciplinas interessadas
Coordenação do Projeto: Carlos Antônio Pravato – CRA 14179
AVALIAÇÃO
Os resultados de cada atividade devem ser julgados por alunos, professores e coordenadores em termos de comportamentos pretendidos e em termos de participação, diante do que foi constatado na avaliação, se necessário, reformular a orientação tendo em vista garantir a eficiência do PROJETO.
Além da avaliação contínua, deverá ter uma avaliação final que permita o replanejamento das próximas atividades. Poderá ser conferida prêmios ou certificados de participação, reunião especial para distinguir os que se destacaram no ano, etc.
Deverá ser evitado a crítica aos maus resultados, e sim , incentivar nos participantes a crença de que são capazes de executar melhor e obter êxito em suas tarefas.
CRONOGRAMA
De acordo com aprovação no Conselho, início imediato.
PARCERIAS
Aberta a todos os interessados.
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