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| Número 011, 28 de Junho a 04 de Julho de 2004 |
Começa o debate sobre a Lei do Livro Diversas entidades de editores, livreiros, gráficos,
distribuidores, escritores, professores, bibliotecários e representantes
de organizações do Terceiro Setor, governo federal e estadual e
prefeituras participaram da primeira reunião para debater a regulamentação
da Lei do Livro. Convocadas pela Fundação Biblioteca Nacional e pelo
Programa Fome de Livro, instituições como SNEL, CBL, Libre, ABEU, ANL,
ABDR, Abrelivros, Libre, Abrale, AEI-LIJ, Cerlalc, Abigraf, Febab, Sesc,
Conselho Regional de Biblioteconomia-SP, Biblioteca Mário de Andrade (SP),
Expedição Vaga Lume, Instituto Ecofuturo e Instituto Ethos, entre outras,
debateram o tema durante todo o dia 19, em Ribeirão Preto (SP), durante o
primeiro encontro preparatório para o Fórum Nacional de Leitura. Até
outubro, serão realizados outros seis encontros em todas as regiões do
País e, em novembro, a plenária final, em Brasília. |
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| Os temas da regulamentação A regulamentação da Lei do Livro, que foi assinada em outubro de 2003 pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva e institui a política nacional do livro no Brasil, foi abordada em três diferentes painéis: a Visão da Cadeia Produtiva (editores, livreiros, distribuidores, gráficas e fabricantes de papel); a Visão da Cadeia Criativa e a Cadeia dos Mediadores da Leitura (escritores e outros profissionais do livro, educadores, bibliotecários e ONGs que atuam na área) e a Visão do Poder Público (os governos federal e estadual, as prefeituras e o Sistema S). | |
Apoio do Cerlalc O Cerlalc (Centro Regional de Fomento ao Livro na
América Latina e no Caribe) realizou um estudo sobre as Leis do Livro e
suas regulamentações em diversos países para ajudar nas discussões da lei
brasileira. O organismo internacional, que é vinculado à Unesco, também
está prestando, por meio do secretário-técnico Luis Fernando Sarmiento,
assessoria aos trabalhos e à discussão para a regulamentação, que estão
sendo coordenados pelo diretor do Programa Fome de Livro, Galeno Amorim
(que desde 2004 é o vice-presidente do Cerlalc). Luis Fernando também
participou do debate em Ribeirão Preto. |
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| Ano
Ibero-americano da Leitura Um dos temas apresentados e debatidos em Ribeirão foi a participação brasileira no Ano Ibero-Americano da Leitura, que será comemorado em 2005 em 20 países da Europa, América Latina e Caribe. Está sendo constituído um comitê executivo formado por pessoas ligadas ao livro, à leitura e às bibliotecas no Brasil e que deve ser seguido por outros grupos de trabalho regionais. O comitê fará uma série de reuniões nos próximos meses e o calendário nacional para 2004 deve ser anunciado em novembro. A secretária-geral do Comitê é Cristine Fontelles, do Instituto Ecofuturo (cfontelles@suzano.com.br). |
Plano Trienal de Leitura Um dos objetivos dos debates que começam a acontecer em todas as regiões do País é criar condições para elaboração da política nacional do livro, leitura e bibliotecas para o Brasil, com o estabelecimento de diretrizes estratégicas para os próximos 20 anos. Também se discute a necessidade de estipular um Plano Trienal de Leitura para o período 2005-2007. |
| Mercado
editorial e instituições debatem Fome de Livro Os representantes de editores, livreiros, gráficos, escritores, educadores, bibliotecários e instituições do Terceiro Setor que participaram do encontro de Ribeirão Preto também conheceram e discutiram detalhes do planejamento do Programa Fome de Livro, cuja meta inicial é zerar o déficit de cidades sem bibliotecas, instalando esses equipamentos em mais de mil municípios brasileiros. |
Debate vai
percorrer o País Depois de Ribeirão Preto (onde integrou a programação paralela da 4ª Feira Nacional do Livro), o próximo Encontro Preparatório para o Fórum Nacional de Leitura será no Estado do Rio de Janeiro. A reunião será no dia 8 de julho, mesmo período da 2ª Flip (Festa Literária Internacional de Parati). Os outros encontros serão em Minas Gerais (5o Salão do Livro de Belo Horizonte – em agosto), no Distrito Federal (23a Feira do Livro de Brasília – agosto), Ceará (6ª Bienal Internacional do Livro do Ceará – setembro), Pará (8º Feira Pan-Amazônica do Livro – setembro) e Rio Grande do Sul (50ª Feira do Livro de Porto Alegre – outubro). |
Proler, Sistema de Bibliotecas e Pesquisadores Aconteceram de 21 a 23 de junho, em Ribeirão Preto, como
parte dos encontros preparatórios para o Fórum Nacional de Leitura, o 12º
Encontro do Sistema Nacional de Bibliotecas Públicas, o 10º Encontro do
Proler e o 1º Encontro da Rede de Bibliotecas Públicas. Se reuniram na
cidade para conhecer detalhes do programa e ajudar a construir os Planos
de Ação do Fome de Livro duas centenas dos mais destacados especialistas
brasileiros em leitura e biblioteca pública. Entre os convidados de fora,
estiveram os franceses Roger Chartier, Martine Poulain, Alain Duperrier e
Max Butlen e os colombianos Luis Bernardo Pena e Luis Fernando Sarmiento.
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Biblioteca do Fome de Livro Os participantes dos encontros do Proler, Sistema
Nacional de Bibliotecas Públicas e Rede de Pesquisadores em Leitura
conheceram o primeiro protótipo das bibliotecas que serão instaladas pelo
Fome de Livro em mais de mil municípios brasileiros que ainda não têm a
sua. Os móveis, computadores e os softwares de gestão ficaram disponíveis
à visitação do público em geral no estande do Fome de Livro na 4ª
Feira Nacional do Livro, que terminou ontem (domingo) em Ribeirão. O
protótipo ocupou 60 m² e, no decorrer do ano, vai percorrer outras feiras
de livro do País. |
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| Os protótipos As bibliotecas do Fome de Livro estão sendo pensadas como espaços voltados aos mais diferentes públicos – crianças, adultos, idosos, pessoas com necessidades especiais – e pode ser ajustado para atender desde uma sessão de vídeo a rodas de histórias, encontros com escritores, leitura, pesquisa e empréstimo de materiais. O acesso ao acervo também será facilitado por um sistema de cores e ícones. | |
Presença integrada do governo em feiras O governo federal está experimentando na Feira Nacional
do Livro de Ribeirão Preto uma nova orientação que vem sendo dada aos
ministérios e estatais. Sob a coordenação do Programa Fome de Livro, estão
participando no mesmo estande a Fundação Biblioteca Nacional, do Ministério da
Cultura, e o Ministério da
Educação, que estão apresentando aos aguardados quase 300 mil
visitantes da feira (considerada uma das quatro principais do País) alguns
dos produtos e serviços prestados ao público. Os dois organismos dividem
com o protótipo da biblioteca do Fome de Livro uma área total de 100 m².
Cada um deles mantém autonomia, mas apresentam a identidade do governo
brasileiro. A mesma prática deverá ser adotada em outras feiras de livro e
o elo de ligação será sempre o Programa Fome de Livro. |
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| Acervo
catalogado O Fome de Livro concluiu a catalogação de 45 mil notas dadas por especialistas em leitura para os mais de 22 mil títulos inscritos por editoras de todo o País para formar o acervo inicial das bibliotecas do programa. Cada título recebeu duas notas de diferentes profissionais. Agora, elas serão catalogadas em um banco de dados para a seleção dos 2 mil livros que receberam as melhores notas. Esta etapa deve durar cerca de 15 dias e, no final dela, o programa anuncia a lista das obras selecionadas e inicia o processo de compra. |
Diversidade
cultural Além desses 2 mil títulos, cada biblioteca terá outros 500 livros, que serão adquiridos em cada região por um importante parceiro do Fome de Livro – o projeto Quero Ler. Os títulos vão priorizar temas, autores e editoras das próprias regiões, garantindo o estímulo ao pluralismo e à diversidade cultural. Além disso, cada biblioteca terá, também, um acervo de memória local montado pela própria comunidade, com livros, relatos, depoimentos, fotos e objetos. |
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Saiba mais sobre o Fome de Livro: www.bn.br Informações para a imprensa, sugestões e críticas: flavialima@bn.br Acesse os números anteriores aqui. | |
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